Dislexia, disortografia e disgrafia: dificuldades na leitura, na escrita e na grafia

Formador(es): Paula Cristina Ferreira Modalidade: Curso de Formação Número de horas: 15 Destinatários: Professores dos Grupos 110, 200, 210, 220, 300, 310, 320, 330 e 340 (N.º 1 do Art. 8.º e Art. 9.º do RJFCP) Datas e horários: A definir

Registo de acreditação: CCPFC/ACC-106007/19
Área de Formação: B – Prática pedagógica e didática na docência
Custo da ação: sócia(o)s: 35€; não sócia(o)s: 70€
Prazo de inscrição:
Número máximo de inscritos: 20 (prioridade a sócios)

Objetivos:

No final da ação, os formandos deverão:
– conhecer os Modelos Explicativos das Dificuldades Específicas;
– distinguir os tipos de dislexia, disortografia e disgrafia;
– identificar a sintomatologia para referenciar e intervir/reeducar.

Conteúdos:

1. Modelos Explicativos das Dificuldades Específicas: (4 horas)
1.1. Modelo neurobiológico
a) Atividade cerebral e a leitura (estruturas cerebrais e disfunções na leitura)
b) O cérebro e suas (dis)funções, no normo-leitor e no leitor disléxico
1.2. Modelo psicolinguístico
a) O processamento de informação (input/output da informação)
b) A memória e a atenção
c) Processos cognitivos: descodificação, compreensão
d) A consciência fonológica: silábica, fonémica e intrassilábica
1.3. Modelo multissensorial
a) Áreas básicas instrumentais:
. perceção (visual, auditiva, rítmica)
. psicomotricidade (lateralidade e orientação espacio-temporal)
. motricidade (fina e ampla)
2. Dificuldades Específicas: principais características e co-morbilidades (4 horas)
2.1. Na leitura – tipos de dislexia de desenvolvimento (fonológica; magnocelular; cerebelar; mista (auditiva e visual))
2.2. Na escrita – disortografia e disgrafia
3. Intervenção/Reeducação (4 horas)
3.1. A importância da diferenciação pedagógica
3.1.1. Estratégias em contexto didático-pedagógico
3.2. O apoio da escola/família
4. Sessões plenário (partilha de trabalhos realizados, debate) – (3 horas)

Metodologia:

As sessões de formação obedecerão a uma metodologia ativa, em que as sessões se intercalarão entre a teoria e a prática, em que se analisarão situações concretas.
As sessões de formação desenvolver-se-ão segundo uma metodologia de trabalho de pares/pequenos grupos, com momentos em plenário.

Regime de Avaliação

A avaliação dos formandos terá por base os critérios seguintes:
a) Assiduidade e participação;
b) trabalho prático ou seja produção de materiais de cariz didático-pedagógico para intervenção;
c) reflexão final e individual sobre a(s) mais-valia(s) da formação e o contributo para a “transformação” da prática profissional do formando.
Na avaliação dos formandos dá-se cumprimento às determinações legais, nomeadamente o n.ºs 1 a 4 e 7 a 9 do artigo 4.º do Despacho n.º 4595/2015 do Secretário de Estado do Ensino e da Administração Escolar, publicado no Diário da República, 2.ª Série, N.º 87, de 6 de maio, e ao Regulamento para acreditação e creditação de ações de formação contínua, de 9 de maio de 2016, do CCPFC.
A avaliação é formalizada numa escala de 1 a 10 com a menção qualitativa de:
1 a 4,9 valores – Insuficiente
5 a 6,4 valores – Regular
6,5 a 7,9 valores – Bom
8 a 8,9 valores – Muito Bom
9 a 10 valores – Excelente

Bibliografia

Correia, L.M. (1991). Dificuldades de Aprendizagem: Contributos para a Clarificação e Unificação de Conceitos. Porto: Associação dos Psicólogos Portugueses
Grégoire, J.; Piérart, B. (1997). Avaliação dos Problemas da Leitura: Os Novos Modelos Teóricos e as suas Implicações Diagnosticas. Porto Alegre: Artes Médicas.
Pereira, M. A. M. (1995). Dislexia-Disortografia: Numa Perspectiva Psico-Sociolinguística. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian e Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica
Snoling, Margaret J, STACKHOUSE, Joy et al. (2004). Dislexia Fala e Linguagem. Porto Alegre: Artmed Editora.
Torres, Rosa Mª Rivas, FERNÁNDEZ, Pilar (2001). Dislexia, disortografia e disgrafia. Lisboa: McGraw-Hill Editora.