Ensino do Português, rede de múltiplas literacias (1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico)

Formador(es): Carla Silva, Filomena Viegas, Teresa Monteiro, Luís Redes e Vitória de Sousa Modalidade: Oficina de Formação / Formação presencial e a distância Número de horas: 25+25 Destinatários: Professores dos Grupos 110, 200, 210, 220 (N.º 1 do Art. 8.º e Art. 9.º do RJFCP) Datas e horários: A definir

Registo de acreditação: CCPFC/ACC – 106072/19
Área de Formação: B – Prática pedagógica e didática na docência
Custo da ação: sócia(o)s: 50€; não sócia(o)s: 100€
Prazo de inscrição:
Número máximo de inscritos: 20 (prioridade a sócios)

Objetivos:

A oficina tem como finalidade a melhoria das aprendizagens dos alunos na área do Português com implicações a médio e longo prazo nas aprendizagens das restantes áreas disciplinares, ao
– mobilizar a transversalidade como metodologia de ensino e aprendizagem;
– integrar múltiplas estratégias, esbatendo as dificuldades de aprendizagem do Português e viabilizando uma articulação consistente com as restantes áreas disciplinares;
– explorar textos multimodais em contextos disciplinares diversificados;
– favorecer a realização de experiências de desenvolvimento curricular que contemplem a seleção e planificação de atividades, sequências didáticas e de um projeto interdisciplinar;
– proporcionar dinâmicas de trabalho colaborativo entre os professores e uma atitude reflexiva sobre as suas práticas pedagógicas;
– conferir um sentido social às aprendizagens, com vista à sua integração em práticas exteriores a um saber circunscrito à escola.

Conteúdos:

Os conteúdos da ação visam a apropriação pelos professores de aspetos específicos dos programas em vigor e das AE de Português dos 1.º e 2.º ciclos do Ensino Básico, tendo como objetivo o desenvolvimento das competências definidas no PA e uma consequente integração curricular.
Serão conteúdos específicos de Português: géneros textuais e instrumentos de avaliação; coesão e coerência, enquanto propriedades configuradoras da textualidade em textos literários e não literários;
propriedades e constituintes da frase e da palavra; aspetos linguísticos, cognitivos e sociais associados ao léxico; vocabulário da língua corrente e especializado.
Com base nas competências definidas no PA, promove-se a construção com os alunos, em suporte digital (plataforma Moodle), de um glossário interdisciplinar, para reforço do conhecimento lexical
comum a diferentes áreas curriculares.
Serão realizadas atividades, sequências didáticas e um projeto que aproveitem as conexões que se podem estabelecer entre o Português e outras disciplinas, nomeadamente a Matemática, e entre
diferentes competências específicas e domínios do Português – oralidade, leitura, educação literária, escrita e gramática – incidindo em saberes próprios da disciplina de Português e em saberes
interligados e competências transversais a diferentes disciplinas.
Assim, os conteúdos transversais desta oficina dizem respeito aos seguintes aspetos:
– planificação de atividades que envolvam uma gestão flexível de conteúdos disciplinares;
– Identificação e resolução de situações-problema;
– exercitação do pensamento crítico e criativo;
– criação de situações de aprendizagem com evidência de conexões interdisciplinares.
Estes aspetos serão sempre entendidos como instâncias de transversalidade, uma vez que o projeto, as sequências didáticas e as atividades realizadas têm o objetivo de desenvolver os seguintes
aspetos transversais a diferentes disciplinas do currículo: raciocínio; conhecimento explícito; comunicação oral e escrita; resolução de problemas; estabelecimento de conexões.

Metodologia:

Sessões presenciais:
– 6 sessões presenciais, teórico-práticas, de 3h cada uma, para exploração de propostas de trabalho, a serem desenvolvidas em sala de aula pela(o)s formanda(o)s, partilha de experiências e
reflexão sobre o trabalho realizado;
– 2 sessões de 2h, em grupo, destinadas à apresentação, preparação e lançamento do Glossário interdisciplinar;
– 1 sessão de 3h de apresentação dos trabalhos finais e de avaliação da ação.
Trabalho autónomo:
As 25 horas de trabalho autónomo compreendem a aplicação em situações de sala de aula das propostas apresentadas nas sessões presenciais ou adaptações destas, o desenvolvimento de um
projeto interdisciplinar específico e a reflexão sobre essas experiências.
As atividades desenvolvidas em sala de aula serão acompanhadas e supervisionadas, tendo em conta os objetivos definidos por cada docente.
O trabalho a desenvolver focará aspetos indicados nos conteúdos e envolverá o acesso a recursos e conteúdos digitais.
Regime de avaliação dos formandos:
Para além do cumprimento das determinações legais, a avaliação dos formandos terá por base o seu envolvimento na realização das atividades práticas, nas reflexões, a qualidade e adequação dos
materiais pedagógicos produzidos e será formalizada numa escala de 1 a 10.
Os critérios sobre os quais incidirá a avaliação/classificação dos formandos estarão distribuídos da seguinte forma:
– 40% – participação nas discussões coletivas e realização das tarefas nas sessões;
– 40% – participação no trabalho de grupo, na elaboração de materiais, na experiência de sala de aula;
– 20% – reflexão crítica individual final.

Bibliografia fundamental:

• Aprendizagens essenciais de Português – Ensino Básico (2017) || Martins, G. d’O. (2016). (Coord). Perfil dos alunos à saída da escolaridade obrigatória. Lisboa: Editorial do MEC.
• Aido, J. Pedro; Redes, L. Filipe; Reis, Sofia; Sousa, Vitória; Viegas, Filomena (2015). Texto, gramática e ensino do português -Manual de apoio à formação. Lisboa: APP
• Costa, Armanda; Sousa, Vitória; Vasconcelos, Sofia (2010). Muitas Ideias, Um mar de palavras: Propostas para o ensino da escrita. Lisboa: F. Calouste Gulbenkian.
• Figueiredo, A. Dias (2015). “A língua portuguesa e as literacias do século XXI”, Congresso Internacional – A Língua Portuguesa: uma Língua de Futuro. Universidade de Coimbra, 2 a 4-
12-2015 http://pt.slideshare.net/adfigueiredoPT/a-lingua-portuguesa-e-asliteracias-do-sculoxxi (consultado em 10/09/2019).
• Machado, J. Nilson (1998). Matemática e Língua Materna – Análise de uma impregnação mútua. São Paulo: Cortez Editora.