[EXCLUSIVO SÓCIOS] Exame de Português, 12.º ano, 1.ª fase, junho de 2010, parecer
A prova está de acordo com os conteúdos programáticos seleccionados pela tutela como objecto de avaliação e que se restringem a apenas um ano de escolaridade: o 12º.
A prova está de acordo com os conteúdos programáticos seleccionados pela tutela como objecto de avaliação e que se restringem a apenas um ano de escolaridade: o 12º.
O enunciado e os critérios da prova não apresentam formulações incorrectas ou erros científicos e estão de acordo com os conhecimentos e competências exigidos no final do 9º ano, abarcando conteúdos, tanto deste ano, como de anos anteriores do mesmo ciclo (7º e 8º ano) e de anos de ciclos anteriores (1º e 2ºCEB).
Neste comentário analisamos a estrutura dos enunciados das duas provas de aferição de Língua Portuguesa, do 4º e do 6º ano de escolaridade, tendo presente que a Direcção da APP, ao fim de dez anos, ainda não apreendeu os verdadeiros objectivos desta modalidade de avaliação e que não teve acesso aos respectivos critérios de avaliação. Tal significa que não podemos analisar a proporção das classificações atribuídas a cada item, nem saber da sua relação com o que aconteceu em anos anteriores, e também que não vamos apresentar sugestões de resposta.
No Grupo I, constata-se que as questões sobre o poema de Ricardo Reis estão elaboradas de uma forma objectiva, embora com a subjectividade própria de
Em primeiro lugar, a Direcção da APP congratula-se com o facto de parecer estar finalmente consolidado o modelo de prova de avaliação com uma grande diversidade de textos, de tipos de perguntas e de aprendizagens avaliadas.
Para a primeira, é apresentado um excerto de uma obra de leitura obrigatória –
Felizmente Há Luar, de Luís de Sttau Monteiro – através de cujas respostas também é avaliada a capacidade de produção escrita. As quatro questões em apreço, pela sua clareza, não são susceptíveis de interpretações dúbias.
Feitas estas importantes ressalvas, a Direcção da APP considera que ambas as provas em questão se adequam, respectivamente, às exigências do final do 1º e do 2ºCEB, apresentando uma muito positiva diversidade de tipologias textuais, tanto para avaliar a competência de leitura – narrativa, drama, informação-descrição, instruções, índice, artigo de dicionário -, como para avaliar a competência de produção escrita – expositivo-argumentativo, diálogo ficcionado, convite formal -.
Em relação ao II grupo, devemos referir que as questões não suscitam quaisquer dúvidas (apesar de, até ao momento da elaboração deste comentário, ainda não se ter tido acesso aos critérios de correcção) e que aí são testados conhecimentos de funcionamento da língua que constituem conteúdos programáticos do Ensino Secundário.
s Lusíadas (10%), avalia a competência de análise do funcionamento da língua (20%) e avalia a competência de produção escrita (30%).
O facto de, relativamente ao ano lectivo 2006/07, a produção escrita ter um peso maior – passou de 40 para 50 em 200 – e também de a prova ter uma duração superior – passou de 120 para 150 minutos – tornará impossível a análise comparativa dos resultados dos dois anos.
I GRUPOOs itens deste grupo visam avaliar as competências de leitura do texto literário e de expressão escritaI GRUPO – A 1) MOMENTOS TEMPORAIS REPRESENTADOS
O principal problema desta segunda fase de avaliação é a grande diferença que apresenta relativamente à primeira fase, facto que, por si só, pode pôr em causa a equidade entre todos os finalistas do secundário e entre todos os candidatos ao superior. Com efeito, alguns itens exigem dos alunos um nível de competência bastante superior ao exigido na prova feita pela maioria dos alunos, em Junho.
Com alguma surpresa, constata-se a ausência de qualquer avaliação dos conhecimentos declarativos sobre autores e obras literárias de leitura obrigatória no 9º ano, segundo os programas em vigor (1989).
I GRUPO
Os itens deste grupo visam avaliar as competências de leitura do texto literário e da expressão escrita
Assim, tendo em vista potenciar toda a importante informação recolhida através das provas de avaliação externa, no sentido de esta poder contribuir para uma produtiva regulação de uma parte da actividade lectiva dos professores de Português, a Direcção da APP considera indispensável a publicação dos resultados, mesmo que só a nível nacional, da avaliação externa – provas de aferição e exames nacionais – item a item, de modo a afinar a percepção que os professores têm das competências desenvolvidas pelos seus alunos.
A.1. A prova está de acordo com os conteúdos e competências previstos nos programas.
B.1. No seu conjunto, a prova avalia os conteúdos e as competências que um aluno no final do 3º CEB deve saber e dominar.
GRUPO I
Análise de um texto poético conduzida por um questionário que visa avaliar simultaneamente as competências de leitura e de expressão escrita. As sugestões de correcção são hipóteses possíveis de resposta e serão apresentadas em tópicos.
GRUPO I
A análise de um texto literário conduzida por um questionário visa avaliar simultaneamente as competências de leitura e de expressão escrita.
(As sugestões de correcção são hipóteses possíveis de resposta e serão apresentadas em tópicos)
Pelas mesmas razões, a Direcção da APP concordou e concorda com a inclusão desta disciplina na componente de formação geral, ou seja, uma disciplina para todos os alunos, de todos os cursos científico-humanísticos e tecnológicos que, por isso, aborda vários géneros textuais literários e não literários.
GRUPO I
1. num barco imaginário.
2. despertou-lhe o desejo de construir o seu barco.
3. arranjado por ele próprio.
4. é digno da profissão de serralheiro.
5. se sente responsável por preservar o sonho.
GRUPO
1 – Ao longo do poema ocorrem várias formas verbais que remetem para um tempo futuro(“hei-de florir”,”beberei”, “possuir”, “serei”, “hei-de abrir”…) e que são importantes porque transmitem o desejo do sujeito poético em se integrar, fundir na natureza, após a sua morte (” no meu fim”), desejando que o seu sonho se concretize.
I GRUPO
Relação entre “nós” (sujeito poético e Lídia) e “os homens”
Relação de oposição visto o “nós” ser apresentado com uma atitude de imobilidade, de ausência de movimento(“antebraços/deixados sobre a mesa”),de tranquilidade , o que contrasta com “a vida/como os homens a vivem”, caracterizada pela agitação e conflito (“cheia de negra poeira/ que erguem das estradas”).
Considerando a instabilidade do enquadramento legal da avaliação dos alunos do Ensino Básico espelhada no facto de este ser o terceiro diploma sobre a matéria em três anos (cf. Desp.Norm. 30/2001, de 19 de Julho e Desp. 5020/2002, de 6 de Março);