«[Há dez anos, quando comecei a traduzir a Bíblia, o que para mim era claro foi que] quando eu chegar ao fim deste trabalho ou sou ateu ou católico praticante. Não via outras possibilidades. A viagem tinha de levar a um desses dois destinos obrigatoriamente.» Frederico Lourenço (2026). Entrevista a Francisco José Viegas. In A Força das Coisas, por Luís Caetano, Antena 2, 14 de fevereiro de 2026 [a partir do minuto 1:05:00 — citação entre 1:38:46 e 1:39:06]. Entrevista na íntegra aqui — Frederico Lourenço comenta a sua tradução do Pentateuco, sexto volume editado da Bíblia, entre traduções de Horácio, Vergílio, Camões e outros trabalhos, como um manual e uma gramática de Latim. «Esta viagem de traduzir a Bíblia», diz Frederico Lourenço, «foi a minha maneira de aprender a traduzir a Bíblia» — numa viagem que começou há dez anos, um percurso no início do qual o tradutor não teria a segurança e a competência, defende nesta entrevista, para pegar no Pentateuco, cujos temas são demasiado complexos, tal como era demasiada complexa a própria história de como os textos foram reunidos, em termos textuais. Fonte da imagem aqui.