A APP na comunicação social

No contexto da recente polémica sobre a presença de José Saramago no romance do 12.º ano, a direção da APP foi convidada a intervir em vários órgãos da comunicação social.
A intervenção pública de Carla Marques, Carmo Oliveira e João Pedro Aido, da APP, foram sempre no sentido de que estávamos perante uma falsa polémica, uma vez que a escolha entre Saramago e Mário de Carvalho pressupunha que o autor que não fosse estudado em Educação Literária seria estudado pelos alunos em contrato de leitura. 

E provavelmente mais importante do que a questão subjacente à polémica será aquela que o próprio Saramago coloca nas palavras de Camões, na sua peça homónima, quando pergunta: Que farei com este livro?

De facto, constatamos que os alunos leem (muito) pouco, não conseguem desenvolver competências complexas de leitura — como os relatórios do IAVE e estudos internacionais, como o PISA, têm mostrado em séries longas de resultados —, nem conseguem pensar, de forma autónoma e crítica, sobre os textos lidos.

Por isso, em resposta a essas preocupações e resultados problemáticos ao nível da literacia da leitura, a APP propôs, a partir de um repto do MECI, uma revisão das AE, cuja consulta pública decorre até ao próximo dia 28 de abril.


No contexto dessa consulta, a direção da APP vai realizar, no próximo dia 16, um debate sobre a «Revisão das Aprendizagens Essenciais — Consulta Pública», com o objetivo de aprofundar a reflexão sobre essa proposta, contribuindo, deste modo, para o esclarecimento de dúvidas e questões que os documentos suscitem — e para recolher pontos de vista dos nossos associados que contribuam para o aprofundamento da reflexão que conduza a um parecer da APP mais informado e completo, a enviar ao instituto EduQA, visando uma melhoria e aperfeiçoamento desta primeira versão da revisão das AE.




Síntese das principais intervenções da APP na comunicação social: 

Artigo de Manuela Micael, «Habituado como estava a estas perseguições, Saramago estaria a rebolar de riso se fosse vivo», na CNN, no dia 30 de março.

Artigo de Inês Schrek, «Português no 12.º ano: alunos devem ler 60 minutos por dia e Saramago pode deixar de ser obrigatório», no jornal Público, no dia 30 de março.

Intervenção de Carla Marques, na Antena Aberta da Antena 1, no dia 31 de março, entre os minutos 22:40 e 32:32.

Artigo de Mariana Moniz, «Saramago pode deixar de ser leitura obrigatória? Problema principal é que 35% dos alunos não lê de todo», na plataforma multimédia Conta Lá, nodia 31 de março.

Artigo de Mariana Galo, «Leituras no secundário: Saramago "não está em risco", escolha de Mário de Carvalho não é "facilitismo"», na plataforma 24notícias, no dia 31 de março.

Artigo de Alexandra Inácio, «A leitura de uma obra de José Saramago pode deixar de ser obrigatória e passar a ser opcional na disciplina de Português do 12.° ano. A mudança consta da proposta de revisão das Aprendizagens Essenciais que está em consulta pública até 28 de abril. Docentes não discordam.», no JN, no dia 31 de março.

Intervenção de Carmo Oliveira, no programa Pais e Filhos, da TSF, sobre «A "magia da narrativa" começa em casa: como manter hábitos de leitura», no dia 6 de abril.

Artigo de Joana Mourão Carvalho, «Nobel português deixa de ser obrigatório na escola? Proposta torna Saramago leitura opcional», na Euronews, no dia 7 de abril.



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