«Sente que a sua obra tem raízes num lugar específico ou é mais como uma árvore que foi sendo transplantada muitas vezes? A minha história e a minha obra têm raízes bem identificadas, mas, depois de todo o meu caminho, estão a tornar-se universais. Não o sei explicar muito bem, mas na literatura não podemos definir preto e branco, A e B. Esses opostos funcionam em conjunto. E o que lhe passa pela cabeça ao ver o seu nome numa árvore, num lugar pequeno como Cabrela? É uma ligação muito especial, sabe, como os filhos têm com a mãe. Neste momento, eu realmente sinto que pertenço aqui.» Olga Tokarczuk (2026). "Em Cabrela, com Olga Tokarczuk e Margaret Atwood (entrevista de João da Silva). Público em linha, 7 de julho de 2026. Texto na íntegra e fonte da imagem — cortesia de João da Silva — aqui.