É com muito gosto que o Plano Nacional de Leitura vos convida a estarem presentes no encontro «Há muitas formas de proibir um livro», sobre censura, autocensura e cancelamento no universo do livro e da leitura. O PNL assinala a liberdade e o 25 de abril, contribuindo para garantir os valores da democracia, o respeito pelos Direitos Humanos e pela Constituição.
Em Portugal, como em outros países, temos visto um aumento significativo nas tentativas de proibir livros, intimidar quem escreve, quem publica e quem lê. Em julho de 2024, foi publicado um comunicado, hoje subscrito por mais de 3.100 pessoas, que denunciava os ataques verbais, a invasão da privacidade de diferentes pessoas, a criação de um clima de medo e insegurança e o discurso de ódio.
Estes ataques diretos, no entanto, não são a única forma de proibir um livro. Bibliotecários e professores, pessoas que fazem escolhas, perante a violência de ataques, ameaças, insinuações, pressões, podem optar pela autocensura ou censura silenciosa, como forma de evitar tensões. Sendo nós todos pessoas com opiniões e convicções, também é possível optarmos pelo cancelamento de autores e livros com cujos temas ou abordagens não concordamos. Neste contexto muito real é preciso entendermos melhor como funciona a censura, a autocensura e o cancelamento, o que significa liberdade de expressão, como podemos proteger-nos da violência, e como podemos garantir o respeito pela Constituição e pelos direitos humanos essenciais e, ainda, fortalecer a Democracia.
A entrada é livre, sujeita à lotação da sala. O encontro será gravado.
Este encontro é coorganizado pelo Plano Nacional de Leitura, pela Acesso Cultura, pela BAD (Associação portuguesa de bibliotecários, arquivistas, profissionais da informação e documentação) e pelo Goethe-Institut Lisboa.
Mais informações, fonte da imagem e programa do debate aqui e aqui.