A APP na comunicação social

A APP participou no programa Ponto Central, da Antena 1, no dia 14 de julho de 2026, para manifestar a sua preocupação sobre as falhas e os problemas durante a classificação dos exames nacionais.

Carmo Oliveira, em representação da APP, referiu um conjunto de preocupações que se mantinham na terça-feira, dia 14 de julho: itens que foram classificados durante o fim de semana, alguns dos quais desapareceram, o modo de acesso dos alunos às provas classificadas — e, entre outros, uma preocupação central com a fiabilidade de todo o processo, sendo o exame de Português do 12.º ano particularmente problemático: no caso de uma resposta extensa num item de construção, uma resposta incompleta significa a impossibilidade de aplicar, de forma adequada e rigorosa, critérios que têm a ver com o formato textual, com a progressão da informação de forma coerente, com a eficácia argumentativa, com a apresentação de um texto com partes devidamente proporcionadas, entre outros descritores de desempenho.

Por outro lado, os critérios de correção linguística pressupõem ainda que os professores classificadores possam sinalizar alguns dos erros encontrados (erros de ortografia, incluindo erros de acentuação, de sintaxe, vocabulário…), não sendo possível aplicar e manter esses sinais numa prova digitalizada — daqui decorre que os alunos, quando tiverem acesso à prova, não podem saber como é que a cotação foi atribuída, ie., como é que pergunta foi classificada, em termos da correção linguística, por exemplo.

Por isso, é previsível, com todas as dúvidas que pairam sobre este processo, que haja um grande número de pedidos de reapreciação. Mas a questão central é mesmo a da fiabilidade — em nenhum caso um aluno pode ficar prejudicado, mesmo que haja alguma falha no processo de classificação, como parece ter acontecido. Por exemplo, no caso dos alunos que, por erro seu, não devidamente verificado por um vigilante, tenham escrito a resposta a dois itens na mesma folha, o professor classificador só pode classificar o primeiro dos itens, ficando a resposta ao segundo item alegadamente por classificar — o que nunca aconteceria se as respostas fossem dadas nos cadernos ‘tradicionais’ e toda a prova fosse classificada por um único professor. Mas, com a digitalização das provas, não é isso que acontece.

 

Entrevista na íntegra e fonte da imagem aqui.