O artigo destaca que as escolas não registaram médias negativas nos dez exames com mais alunos inscritos. Outro dado inédito na análise, por disciplinas, é que as escolas públicas lideram três tabelas: Matemática A, Inglês e Geografia A. Só a Português e Física e Química não há agrupamentos no grupo das dez melhores.
Por outro lado, o Inglês voltou a ser o exame no qual as escolas registam melhor média (14,12 valores). E a Português registou-se a maior descida: passou de 12,56 para 11,22 valores e 43 escolas (7,5%) tiveram média negativa.
Excerto do artigo com a participação da APP:
«Os resultados são naturalmente preocupantes» e «Há diversos anos que as médias a Português são “persistentemente baixas”», disse o presidente da direção da Associação de Professores de Português, que defendeu que a revisão curricular foi uma «oportunidade perdida» por não ter permitido mais do que alguns «ajustes» no desenho curricular.
Para haver melhoria dos resultados dos alunos, João Pedro Aido defendeu que os professores têm de dedicar mais tempo à leitura, porque, segundo o estudo PIRLS [avaliação internacional Progress in International Reading Literacy Study], 20% dos alunos que terminam o 4.º ano têm graves deficiências no domínio da leitura – e mais de um terço dos alunos (35%, segundo o estudo de João Mata e José Neves) não leem nenhum livro, ou raramente leem, ao longo de toda a escolaridade, desde o primeiro ciclo até ao secundário.
Por isso, recomendou, até ao 9.º ano, os alunos devem ler, pelo menos, 30 minutos por dia. A partir do secundário, cerca de uma hora. Diversas escolas têm a estratégia de «dez minutos a ler, mas o problema é que é só nas aulas de Português e, em casa, os alunos pouco leem.»
Artigo e fonte da imagem aqui.