A APP na comunicação social

Carmo Oliveira, em representação da APP, esteve duas vezes na TSF, no dia 21 de julho, para falar sobre o exame final nacional de Português da segunda fase. O jornal Público também publicou, no mesmo dia, um artigo que cita algumas das reflexões da APP publicadas no artigo «Tempo para pensar [cont.]».
Carmo Oliveira, em representação da APP, esteve duas vezes na TSF, no dia 21 de julho, para falar sobre o exame final nacional de Português da segunda fase — da primeira vez, às 8 horas, antes de a prova ter começado, fez um apelo à serenidade, depois de toda a turbulência da semana relativamente ao processo de classificação dos exames — com notas suspensas, erros de classificação nos itens de escolha múltipla, notas recalculadas, provas desaparecidas, problemas de equidadade... —, o que afetou naturalmente os alunos, que em muitos casos iniciaram a prova da segunda fase sem saberem a classificação que obtiveram na primeira.

Linque de acesso à entrevista aqui.



Na intervenção da tarde, Carmo Oliveira criticou a tendência «facilitadora» dos exames nacionais de Português dos últimos anos, tendo referido, a propósito de um item da Parte B do Grupo I, que as perguntas são «desajustadas para alunos no final dos 12 anos de escolaridade, pela sua simplicidade. Um aluno faz 12 anos de escola e estuda um volume significativo da literatura e da cultura de Portugal. E depois tem, como pergunta, 'insira dois traços da personalidade de Manuel evidenciados no excerto'. Andar a levantar traços da personalidade de uma personagem faz-se no quinto ano de escolaridade.»

Artigo que transcreve a entrevista aqui.



Andreia Sanches, do jornal Público, citou o presidente da direção da APP no artigo «Ministro diz que erros já são residuais, mas milhares de alunos viram as suas notas recalculadas», publicado no mesmo dia.

Excertos do artigo, entre outras citações:

«João Pedro Aido sublinha um "efeito perverso em todo este processo": é que é precisamente a digitalização e a automatização do processo de classificação que "acabam por justificar, de forma técnica, mas não pedagógica, a tendência que se verifica de aumento de itens de selecção nas provas do 9.º ano e do 12.º, com prejuízos evidentes no caso da disciplina de Português — cuja avaliação precisa de estar muito mais dependente de itens de construção do que de itens de selecção".

"O que constatamos é que a plataforma e a digitalização das provas correspondem ao pior de dois mundos: a primeira não permite salvaguardar as acções estratégicas decisivas para um bom desempenho na disciplina de Português e a segunda introduz falhas de fiabilidade — e ambas põem em causa a principal justificação técnica para a presença de um excessivo número de itens de selecção. E com todos estes problemas, continuamos sem conhecer o mais importante: como foram afinal os resultados dos alunos, nas diferentes disciplinas?".»

Artigo na íntegra aqui.




Fonte da imagem aqui.