Na rubrica Montra de Livros, destacamos um texto: i. O artigo, de Carlos Rocha, «Mudar ou não a norma-padrão da língua portuguesa no Brasil. Debate entre linguistas», sobre o livro homónimo de Matheus Oliver Oliveira, Mariana Lacerda, Dayane Lemo e Jacson Silva, editado pela Pontes Editores, em 2026. Excerto do artigo, que pode ser lido na íntegra aqui: «Este volume resulta do “1.º Ciclo de Debates sobre Norma e Ensino”, encontro realizado em 3 e 10 de julho de 2025, na Universidade do Estado da Bahia (campus XXII), em Euclides da Cunha, e subordinado a uma pergunta-tema: a norma de referência para o ensino de português no Brasil deve ser alterada? Reúnem-se cinco ensaios, cujos autores analisam as implicações históricas, linguísticas, pedagógicas, sociais e políticas desta discussão, oferecendo argumentos tanto a favor como contra uma eventual reformulação da norma de referência para o ensino. Deste modo, no primeiro capítulo, "Sobre a institucionalização do componente curricular de Língua Portuguesa no Brasil" (pp. 17-38), Margarete von Mühlen Poll aborda a evolução histórica do ensino da língua portuguesa no Brasil. O capítulo 2, "Visões linguísticas em conflito no Brasil contemporâneo: norma e ensino" (pp. 39-102), é da autoria de um dos organizadores da obra, Matheus Oliver Santos Oliveira, que reflete sobre a discussão (acesa) dos conceitos de norma e de padrão no contexto brasileiro. Em "Norma vs. tendência; referência vs. consciência: o(s) porquê(s) da gramática" (pp. 103-134), título do capítulo 3, Carlos Maroto Guerola sublinha o papel social da gramática. Fernando Pestana assina o capítulo 4, "Norma-padrão brasileira: reatando novos nós (pp. 135-160), onde explora as relações entre descrição e prescrição linguística. Finalmente, no capítulo 5, "A reforma da norma-padrão e suas implicações no ensino de Língua Portuguesa: um ideário possível – e desejável?" (pp. 161-196), o linguista Aldo Luiz Bizzocchi alerta para as implicações pedagógicas, culturais, sociais e políticas de uma eventual reforma da norma de referência.» Na rubrica Pelourinho, destacamos um texto: i. O artigo, de Sara Mourato, «Voluntário ou voluntarista?», que responde à pergunta: Como se caracteriza o antigo diretor nacional da Polícia Judiciária? Excerto do artigo, que pode ser lido na íntegra aqui: «Há palavras que parecem feitas da mesma matéria, mas que nem sempre servem os mesmos propósitos. Em Portugal, foi isso que aconteceu numa recente notícia do Correio da Manhã (19/07/2026) dedicada ao antigo diretor nacional da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna, Luís Neves, onde se lia que o seu modo de trabalhar era «disponível e voluntarista», acrescentando-se, logo de seguida, que «o voluntariado levou-o, por exemplo, [...] a passar publicamente um atestado de inocência». A proximidade entre voluntariado e voluntarista pode tornar a escolha quase intuitiva. No entanto, quem faz voluntariado é, antes de mais, voluntário.» Um chatbot (agente conversacional) é a nova funcionalidade de pesquisa que o Ciberdúvidas da Língua Portuguesa acaba de lançar*. Trata-se da fase experimental de um agente conversacional (na imagem à direita) que permite pesquisar o seu acervo através de linguagem natural. Em vez de recorrer apenas à pesquisa por palavras-chave, os utilizadores podem colocar perguntas diretamente e obter respostas fundamentadas nas milhares de respostas publicadas pela equipa do projeto Ciberdúvidas da Língua Portuguesa. Esta ferramenta não gera conhecimento novo nem substitui a equipa de linguistas. O seu funcionamento baseia-se exclusivamente na recuperação e síntese de conteúdos já existentes no acervo do Ciberdúvidas (até janeiro de 2026), procurando facilitar o acesso a informação previamente validada. Esta fase experimental tem como principal objetivo avaliar a qualidade das respostas e a utilidade da ferramenta em contexto real. Para isso, convidamos os utilizadores a experimentar o sistema e a classificar cada resposta. Para aceder ao agente conversacional do Ciberdúvidas basta clicar na ligação Chatbot (experimental) existente no topo da página principal, logo por baixo da pesquisa do Consultório. O feedback recolhido será essencial para identificar oportunidades de melhoria e apoiar a evolução da solução. A participação contribuirá diretamente para avaliar o potencial desta nova forma de explorar o vasto património linguístico do Ciberdúvidas. A quantos colaborarem nesta fase experimental, desde já, o nosso obrigado. Linque de acesso ao Chatbot aqui. Fonte da imagem aqui. *Este projeto resulta do trabalho de uma equipa de investigadores do ISCTE constituída pelo estudante de mestrado Pedro Moura, por António Luís Lopes e Fernando Batista, professores do Departamento de Ciências e Tecnologias da Informação (ISTA) do ISCTE, e por Inês Gama, membro da equipa do Ciberdúvidas. A todos se agradece o enorme apoio ao desenvolvimento do portal Ciberdúvidas da Língua Portuguesa.