A APP na comunicação social

A APP foi citada em dois artigos da comunicação social publicados esta semana, no jornal Público e no semanário Expresso.
O presidente da direção falou com a jornalista Daniela Carmo, do jornal Público, sobre o pagamento de um euro por item aos professores classificadores. 

Excerto dessa intervenção, que pode ser lida na íntegra no artigo «Ministro da Educação admite adiar uma semana arranque do ano lectivo no secundário», publicado no dia 28 de julho de 2026:

«O presidente da Associação de Professores de Português (APP), João Pedro Aido, vê neste valor “um sinal da proletarização do trabalho dos professores” e argumenta que “subestima o tempo necessário para atribuir uma classificação a um item ou fazer uma reapreciação rigorosa e profissional”. Além disso, o responsável aponta também erros à plataforma de correcção, que, no caso dos itens do exame nacional de Português, não permite “assinalar os problemas de estruturação do discurso ou os erros de correcção linguística, o que também impede os alunos de apresentarem reapreciações fundamentadas, em parte, nos problemas encontrados pelos professores classificadores”.
Por outro lado, João Pedro Aido defende que o pagamento anunciado pelo Governo cria um problema de equidade entre professores ao ser atribuído com base em item corrigido, “como se todos os itens (na mesma disciplina ou entre disciplinas diferentes) demorassem o mesmo tempo”, e não por horas extraordinárias efectivamente trabalhadas: “Basta pensar no tempo necessário para classificar um item de resposta extensa de Português ou de Literatura Portuguesa. Ou o tempo necessário, por outro lado, para fundamentar uma nova classificação numa reapreciação.”»



No artigo, de Joana Bastos, «Menos leitores, mais livros vendidos. Como se explica o paradoxo português?», publicado no semanário Expresso, no dia 30 de julho, o presidente da direção comentou o declínio dos hábitos de leitura, que deram origem a uma reflexão da APP que pode ser lida aqui.

Excerto da intervenção no semanário Expresso, cujo artigo pode ser lido na íntegra aqui:

«Em abril, no processo de consulta pública das novas Aprendizagens Essenciais, também a Associação de Professores de Português (APP) propôs ao Governo uma revisão desta lista no sentido de incluir “maior diversidade de autores”, para ajudar a conquistar alunos que a escola “não conseguiu seduzir para a leitura”. E são muitos, diz o presidente da APP, João Pedro Aido, lembrando que 35% dos alunos do ensino básico e secundário nunca ou raramente leem livros, segundo um estudo do ISCTE divulgado em 2020.
A ausência de hábitos de leitura é um dos problemas mais graves do nosso sistema educativo, se tivermos em conta o efeito profundo e transversal que acaba por ter na literacia de leitura, no desenvolvimento de competências complexas e no próprio desenvolvimento cognitivo dos alunos”, diz. Por isso, a APP recomenda também que sejam estabelecidos, nas escolas, “30 minutos por dia de leitura autónoma e por prazer para os alunos do ensino básico e 60 minutos para os do secundário”.»



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